NÃO DEIXE A CONSTRUTORA TENDA ENGANAR VOCÊ

Relatarei neste blog a minha infeliz experiência de comprar um imóvel da construtora Tenda, do GRUPO GAFISA.
Desejo que minha história faça eco e seja um alerta para aqueles que estejam interessados em negociar com esta empresa.
Faço isto pelo senso de coletividade, por acreditar que os consumidores devem se unir e também pela certeza que a única coisa que a fará mudar de postura é a perda de clientes e faturamento.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Entra em cena A advogada

Depois de estar convicta que não conseguirei resolver nada com a Tenda, de estar convicta que eles mentem e continuarão mentindo, contratei uma advogada para representar os meus interesses.

É lamentável termos chegado a este ponto, mas o descumprimento pleno do contrato e, principalmente, o desrespeito com que venho sendo tratada, não me deixaram outra alternativa.

Creio que agora receberei um tratamento mais adequado, o tratamento que merece um cliente que pagou por algo que não recebeu.

Se quiserem o contato da minha advogada, é só me enviar um e-mail: crisrpumesp@hotmail.com

Agora é aguardar...só pra variar rsss

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O que a GAFISA tem a ver com isso?

TUDO.
GAFISA tem tudo a ver com isso.

Quando adquiri a minha unidade no Fit Jardim Botânico em fevereiro de 2008, fiz um contrato com a FIT RESIDENCIAL, uma empresa do Grupo Gafisa.

Em outubro do mesmo ano, 8 meses depois da minha negociação, a FIT RESIDECIAL foi incorporada pela CONSTRUTORA TENDA e a GAFISA passou a ser a controladora da TENDA.

Vejam carta explicativa abaixo.




A carta ressaltou que os direitos e deveres dos compromissos assumidos pela FIT passavam a ser da TENDA.

O mais irônico é a parte em que diz que a mudança não mudará em nada o nosso relacionamento, acho que eles quiseram dizer que não mudaria nada para melhor, apenas para pior.

A qualidade do nosso atendimento caiu desastrosamente quando a TENDA começou a nos atender.

Atualmente, quando buscamos o respaldo da empresa GAFISA para que os nossos direitos sejam atendidos, não temos qualquer êxito....eles transferem toda a responsabilidade para a Tenda. Ou seja, lavaram as mãos. De forma polida dizem: isto não é problema nosso! Como não???

Onde está a justiça nisto? Eu comprei o imóvel de uma grande empresa, reconhecida no mercado, sem histórico de problemas no atendimento dos seus contratos.

E tive o meu contrato transferido para uma empresa desqualificada, com péssimo atendimento, mal administrada e com inúmeras reclamações de cliente no currículo.

Eu não escolhi isto e não posso ser penalizada por isto.

GAFISA, é lamentável a forma como estão conduzindo o negócio de vocês! É lamentável terem jogado o nome de vocês na lama associando-se a marca Tenda.

Da minha parte, grito aos 4 ventos: NÃO FAÇAM NEGÓCIO COM A GAFISA. Ela poderá deixá-los na mão, assim como fez conosco.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sem crédito, obras param ou estão atrasadas

Leitores, a seguir mais uma reportagem que vai elucidar um pouco mais a situação que estamos vivendo.
É importante irmos tirando toda a sujeira de debaixo do tapete.
Se as construtoras e incorporadoras não possuem dinheiro ou crédito, elas devem ser obrigadas a parar de vender algo que não possuem recursos para entregar.
Creio que seja um caso para o Ministério Público julgar.

Se a construtora Tenda tivesse cumprido o contrato, o motorista de van escolar Leandro Magno hoje estaria casado, morando numa cobertura de 116 metros quadrados em Santo André (SP), usufruindo o espaço gourmet e os outros atrativos que as empresas imobiliárias criaram para fisgar os clientes.


Embora já tenha pago quase metade (R$ 42 mil) do imóvel, continua noivo, morando na casa dos pais e vendo o mato crescer no terreno onde deveria ser construído o Residencial Santo André Life. A obra, prevista para ser entregue em agosto do ano passado, segundo o futuro morador, nunca começou. “A última promessa é que começaria em maio. Já notifiquei o Procon e agora vou procurar a Justiça”, diz Magno, que conseguiu reunir um grupo de oito compradores para tomar providências sobre o caso.

Magno é uma das primeiras vítimas de uma situação que começa vir à tona depois da farra vivida pelo mercado imobiliário. Confiantes de que teriam crédito fácil para construir, várias empresas torraram uma fortuna na compra de terrenos e no meio do caminho se viram sem dinheiro para colocar os prédios de pé. Mas a fonte secou e resultou em obras paradas e atrasadas em todo o País.

Nos últimos meses, já surgiram ações na Justiça, comunidades no Orkut sobre o assunto e reclamações no Procon e em sites de defesa do consumidor. “O problema iria estourar em algum momento. Não são casos isolados. É um problema sistêmico”, afirma Márcio Bueno, advogado da área imobiliária e ex-secretário da Habitação do Estado de São Paulo.

Na Tenda, o sinal amarelo acendeu menos de um ano depois de captar R$ 603 milhões na Bolsa. Em setembro de 2008, relatórios de bancos já alertavam para a dificuldade da Tenda em financiar sua expansão. No mesmo mês, o controle da construtora foi adquirido pela incorporadora Gafisa. O presidente da Gafisa, Wilson Amaral, admitiu ao Estado que os problemas existiam antes da compra, mas foram solucionados.

Em nota, a Tenda informa que os atrasos nos empreendimentos Jardim São Luis, Santo André Life I e II, Vila d”” Espanha, Vila Verde e Philadelphia não decorrem de dificuldades financeiras, mas da demora na concessão de licenciamentos para o início de construção e para o auto de conclusão de obra.

Segundo fontes do mercado, a Tenda está pleiteando um financiamento de R$ 500 milhões na Caixa Econômica Federal para terminar obras já lançadas. Amaral só confirma o valor. De acordo com ele, esse é o montante que o caixa da empresa precisa. “A situação da Tenda é complexa. A Gafisa está fazendo uma faxina na construtora”, diz uma fonte do mercado.

O crédito que a Tenda busca faz parte de uma linha de capital de giro de R$ 3 bilhões criada pelo governo em dezembro do ano passado. O objetivo é despejar dinheiro nas empresas na tentativa de evitar o pânico no setor, que ainda vive sob o fantasma da falida Encol.

Criada em 2003, a construtora Mudar, do Rio de Janeiro, foi até ao programa do Gugu para vender seus imóveis populares. Foi assim, pela TV, que o microempresário Elias Oliveira conheceu o projeto do Residencial Esmeralda, na zona leste de São Paulo. Em junho de 2007, ele diz ter assinado o primeiro cheque, com a promessa de que receberia as chaves em janeiro do ano seguinte. “O imóvel só foi entregue em novembro e sem luz. Antes de mudar, os moradores tiveram de chamar a construtora para pagar a dívida de 12 meses com a Eletropaulo”, conta Oliveira. O seu caso foi parar na Justiça. Ele pede o dinheiro de volta, indenização por danos morais e pelos meses em que teve de pagar aluguel.

O presidente da Mudar, Augusto Martínez, reconhece que a crise o levou a reduzir o ritmo das obras, mas diz que os empreendimentos estão dentro do prazo previsto em contrato. “Ficamos com o fluxo de caixa comprometido e tivemos de readequar o tamanho da empresa”, afirma o executivo. “Não é um problema gigantesco. Os clientes entendem porque sabem que a crise é violenta.”

ESTRATÉGIA - O problema não atinge apenas empresas com dificuldades financeiras. Adiar o começo das obras ou diminuir o ritmo virou uma forma de administrar o fluxo de caixa enquanto o dinheiro do financiamento dos bancos não entra. “É uma forma de poupar o próprio caixa”, explica um executivo do mercado.

Antes da crise, os bancos costumavam liberar recursos para produção com 15% a 20% das unidades vendidas - com o mercado aquecido, isso podia acontecer em um fim de semana de lançamento. Agora não se libera com menos de 50% das unidades vendidas. Como o consumidor sumiu dos estandes de venda, atingir essa meta ficou mais difícil.

Fonte: O Estado de São Paulo - Site Zap Imóveis (matéria de março de 2009)
 
Agradeço ao colega Douglas pelo envio deste material. Juntos somos mais fortes!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Reportagem Gafisa - Isto é Dinheiro

É possível explicar muita coisa a partir desta reportagem.

ISTOÉ Dinheiro -Revista Semanal de Negócio, Economia, Finanças e E-Commerc... - Revista Semanal de Negócio, Economia, Finanças e E-Commerc... DIA 30/12/2009


O buraco da GAFISA

A construtora vale menos e deve mais do que os concorrentes. E também não evitou que os problemas da Tenda arranhassem sua imagem obra da Gafisa integração com a Tenda gera dificuldades para a empresa.O setor imobiliário brasileiro vive o melhor momento de sua história, com índices de crescimento que não se repetem em nenhum lugar do mundo. Uma empresa, porém, destoa desta fase de pujança. Trata-se da Gafisa, segunda maior construtora do Brasil em faturamento, atrás da Cyrela Realty.

Uma consulta ao desempenho das ações da Gafisa revela o tamanho do buraco em que ela se meteu. Nos últimos seis meses, os papéis da companhia subiram 37%, bem aquém da performance média. No mesmo período, segundo dados da consultoria Economática, a expansão do segmento foi de 60%.

Suas principais concorrentes, como JHSF e Abyara, tiveram alta de 77% e 88%, respectivamente. Mas não é só isso. A relação dívida sobre patrimônio líquido da Gafisa chegou em dezembro a 126%, quase o dobro dos 68% de média do mercado. Sob a gestão do presidente Wilson Amaral, as contas a pagar da Gafisa dispararam.

Em setembro de 2008, a empresa devia R$ 1,3 bilhão. Um ano depois, o valor duplicou, totalizando R$ 2,5 bilhões. Nos últimos anos, a empresa adotou uma série de decisões estratégicas que culminaram nos resultados negativos de 2009. Enquanto o mercado luta para enxugar gastos,as despesas comerciais e administrativas da Gafisa revelam um descontrole de caixa. Nos nove primeiros meses do ano, as despesas do Grupo Gafisa alcançaram R$ 172 milhões -são as mais altas do setor. Segundo o mercado, o presidente Amaral é conhecido como um executivo centralizador, que toma decisões solitariamente.

Uma dessas decisões repercutiu negativamente nos números da Gafisa. Em setembro de 2008, a empresa comprou a Tenda, que atua nos segmentos de baixa renda. Dados do Procon de São Paulo revelam que a companhia foi a empresa do setor com o maior número de reclamações em 2008 -foram 55, das quais 30 não foram solucionadas. A publicitária Cleni Silo diz que teve uma experiência "muito ruim" com a empresa.

No final de 2007, Cleni comprou uma unidade em fase de construção, em Santo André. Ela deu uma entrada pequena, de R$ 1 mil, para garantir a aquisição do imóvel. "Depois, fui até o escritório da Tenda e descobri que o mesmo apartamento tinha sido vendido para várias pessoas", afirma. "Você compra um apartamento na planta só para garantir a venda.

Depois, o problema aparece." Cleni continua: "Perdi 30% do valor que tinha dado por quebra de contrato, mas na verdade foi a Tenda que não cumpriu o contrato." Ações como essa acabam arranhando a imagem da própria Gafisa. "Nesse caso, é preciso reconstruir a marca num setor em que a perda de credibilidade é mortal", diz Antônio Trajano, sócio da Branding Consumer.

A integração entre a Gafisa e a Tenda não foi concluída. Amaral já anunciou a saída do atual presidente da Tenda, Carlos Trostli, que deixa o cargo no início do ano. Segundo analistas, o futuro da Gafisa é incerto. "A questão é que a Gafisa precisa reduzir a alta alavancagem e elevar os índices de performance operacional, numa conjuntura econômica ainda sujeita a incertezas", informa o mais recente relatório da agência de risco Fitch.

Em junho, a Gafisa cancelou uma oferta de ações na Bolsa de São Paulo. Segundo Amaral, o problema foi de "comunicação". Procurada pela DINHEIRO, a empresa não dá explicações sobre sua performance, embora tenha montado uma máquina de consultores para auxiliá-la nessa tarefa. Seria essa mais uma decisão equivocada?

http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/638/imprime159115.htm 30/12/2009

Resposta da Empresa Tenda Construtora S/A para o site RECLAME AQUI:

Resposta da Empresa Tenda Construtora S/A para o site RECLAME AQUI:



Cristina


A entrevista com o banco já faz parte do processo de financiamento da unidade assim, não consideramos válidas outras informações.


Aproveitamos para esclarecer que a obra está em finalização e tem previsão de Habite-se para abril deste ano e que as vistorias das unidades foram iniciadas.


Em caso de dúvidas, estamos à disposição.


Relacionamento com o cliente
Construtora Tenda
atendimento@tenda.com
Tel.: 4002-1022 Capitais e regiões metropolitanas
Tel.: 0800 771 0122 Outras localidades


A minha reclamação com todos os questionamentos está abaixo. Observem que nenhuma das minhas perguntas foi respondida. Eles se esquivam, jamais são diretos e transparentes.

Caso esteja pensando em adquirir um imóvel Tenda, é isto que o espera: falta de respeito, falta de verdade....

Mas eu não me dei por satisfeita e fiz uma réplica a resposta deles. Logo mais postarei aqui.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Minha vez no RECLAME AQUI

MINHA RECLAMAÇÃO


Data da reclamação
22/12/2009 15:44

Empresa:
Tenda Construtora S/A

Reclamação:
Fit Jardim Botânico I - Financiamento

No último dia 11 de dezembro estive na Caixa Econômica Federal - São João Clímaco para realização da entrevista de financiamento do imóvel que adquiri da Fit Residencial, hoje Tenda, em fevereiro de 2008.

Assinei a minha carta de crédito e fui informada, após questionamento, pela funcionária da CEF da área de habitação que nos entrevistou que a documentação da Tenda não foi aprovada pela área jurídica da CEF e que a assinatura dos financiamentos dependem disso.

Além do atraso na entrega da obra, que já ultrapassa os 7 meses contratuais, descobri que a Tenda possui atualmente pendências que a impede de financiar os imóveis que ela constrói e comercializa.

Registro que o material de publicidade deste empreendimento afirmava o financiamento com a Caixa Econômica Federal como 100% garantido, bem como possuo cláusula em meu contrato mencionando isto.

Pesquisando na Receita Federal, pude verificar que a Tenda possui débitos com a mesma, o que é impedimento para realizar negócios com a CEF.

Perguntas:

1) Vocês estão falindo?
2) Não estão pagando impostos porquê?
3) Por que tenho que ser penalizada pela má administração da empresa se cumpri com todas as minhas obrigações e tenho meu crédito aprovado para o financiamento?
4) Quando irão ter a documentação completa exigida pela CEF para liberar o financiamento do Fit Jardim Botânico I?

Minha unidade é a 55 da Torre I

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

PROCON - Vá até lá você também

Olá!!!
Desejo a nós todos, um 2010 mais feliz do que o ano de 2009.

Posso dizer q comecei bem o meu ano, porque utilizei o 1º dia útil, 04 de janeiro - segunda-feira para ir até o PROCON e registrar as minhas reclamações contra a Tenda.

Conversando com a atendente, ela explicou que é necessário um grande número de reclamações de uma mesma empresa para que o PROCON acione o Ministério Público, como eles fizeram com a Telefônica.

Passo-a-passo da abertura da reclamação no PROCON.

1) Faça uma cópia do seu contrato e dos demais documentos que comprovem a relação de compra e venda.

2) Vá até um posto de atendimento - eu fui ao Poupa Tempo da Sé, mas existe também o de Itaquera e o de Santo Amaro. Veja no site http://www.procon.sp.gov.br/categoria.asp?id=370

3) Procure chegar cedo - a abertura é as 7h - para garantir o atendimento no mesmo dia.

4) Vá até o balcão e agende um horário de atendimento, que será feito no mesmo dia, na parte da tarde.

5) Você retorna no horário agendado e aguarda o seu atendimento.

5) Relate todas as suas reclamações ao atendente que irá lhe orientar sobre tudo o que é possível questionar ou não com base no seu contrato.

6) O atendente redigirá uma carta em nome do PROCON para ser encaminhada a Tenda.

7) Você receberá a carta impressa em um envelope e terá 2 dias úteis para postá-la pelos Correios como carta registrada ou entregá-la pessoalmente (com protocolo) naquele endereço próxima a Praça da Sé (eu aproveitei que estava lá perto e fiz a entrega eu mesma).

8) A Tenda tem um prazo máximo de 10 dias úteis para responder esta carta, a contar do seu recebimento.

9) Você já sai do PROCON com um retorno agendado para o caso do seu problema não ser resolvido. Então você retorna e pode ratificar as suas reclamações.

O PROCON é um orgão oficial que atua na Defesa do Consumidor. Os profissionais de lá estão prontos a dar orientações de acordo com o legislação vigente. Reserve um dia e vá até lá fazer a reclamação oficial do seu problema.

***

A seguir um depoimento de um futuro vizinho que já conseguiu solucionar 2 problemas com a Tenda via PROCON.

"Eu ja acionei o Procon por 2 vezes contra a tenda.Pra minha felicidade fui atendido dentro desse prazo de 10 dias.
Uma reclamacao foi referente a entrega de contrato que ultrapassou os 90 dias (me entregaram na semana seguinte)
A outra foi referente a entrega de um computador da promocao (tbem me entregaram na semana seguinte).
Procon resolve sim, pelo menos fica registrada a reclamacao em um orgao publico."